Cinco perguntas para Marcelo Aguiar
21/09/2016

1 – Depois de quase 5 anos você volta com um novo álbum. Por que um intervalo tão grande entre um e outro projeto e quais as expectativas por esta retomada de sua carreira artística?

Meu último álbum, antes desse atual, foi o “Somente Deus”, lançado pela Sony Music. Na época do lançamento estávamos simultaneamente em um novo desafio, o de exercer o cargo de deputado federal por São Paulo. Meu tempo ficava muito dividido entre as atividades musicais e as atividades políticas. E pelo momento que vivemos no Brasil de lá pra cá, foi inevitável uma atenção especial de minha parte ao trabalho politico. Mas no final de 2014 demos o passo inicial para o projeto “Mais de Mil Razões”. Nesse intervalo continuamos cantando nas igrejas, ministrando, etc. Graças a Deus isso nunca parou. Mas vejo o lançamento desse novo álbum agora em 2016 como um recomeço na carreira musical, um novo momento! E minhas expectativas são as melhores possíveis! Quero estar mais em contato com meu Irmãos, todos os testemunhos que recebo quando estou numa igreja por causa de músicas como “Poder de Filho” e “Esse é o meu Deus” é tudo muito forte e é o meu combustível. Me renova e quero viver cada vez mais isso.

 2  – O seu álbum “Mais de Mil Razões” vem sendo bem recebido pela crítica, mídias e público. Como tem sido o trabalho de lançamento deste projeto? E como tem sido o retorno do público?

Todo recomeço é acompanhado de grandes surpresas! E a maior delas tem sido a receptividade do público para com essas novas músicas, esse novo estilo. As pessoas tem ouvido e gostado muito graças a Deus! E a divulgação está a todo vapor nas mídias digitais e eventos. Diversas cidades já estão confirmadas e estamos programando um grande lançamento em SP ainda para esse ano! Estamos visitando todos os estados e só posso agradecer cada rádio, cada site, comunicador e todos profissionais de mídia no Brasil.

3  – Você é um artista que viveu o apogeu do mercado de venda de discos e agora passa a conviver com novas tecnologias, estratégias e modelos de consumo de música no formato digital. Como está sendo esta sua adaptação e como você enxerga este novo momento da indústria da música e entretenimento?

A música de uma forma geral, está passando por um novo momento não só no Brasil como no mundo. As plataformas digitais vieram para mudar totalmente o que sabíamos sobre consumo de música, acesso do público e divulgação. Essas mudanças foram ótimas pois agora as pessoas podem ter acesso a qualquer momento e em qualquer lugar à musica de seu artista favorito. A distribuição digital veio para somar. Outra informação interessante é que um dos meus principais trabalhos em Brasília é na área de tecnologia e informática, e acompanhar esses avanços da música é realmente muito bom para nosso país.

4 – O álbum “Mais de Mil Razões” conta com vários hits e a primeira canção de trabalho é “Junto e Misturado”, mas quais são as outras faixas deste trabalho que você gostaria de destacar e indicar ao público?

“Junto e Misturado” veio para marcar esse novo momento da minha carreira. O Clipe graças a Deus tem abençoado muitas vidas com a mensagem. Além dessa música, “Traz de Volta” é outra canção que é muito especial pra mim, pois a restituição de Deus é sempre bem maior do que a gente espera ou imagina! Também tem a música que dá título ao CD “Mais de Mil razões”, e outras que já estamos executando nos eventos como “Hoje é o Dia” e “Aqueça o meu Coração”.

5 – Como você enxerga a música cristã que é produzida hoje no Brasil? Por que ainda temos alguns entraves para a música gospel nos grandes eventos, festivais e mesmo a mídia secular no país? 

Falando da questão técnica, é notória a mudança que tivemos de alguns anos para cá. A qualidade musical tem aumentado a cada ano e a música gospel tem atingido novos patamares. Podemos ter alguns entraves ainda em alguns eventos grandes, festivais e mídia no geral, porém a realidade hoje já é outra se comparada a 10 anos atrás onde não havia abertura quase que nenhuma. Os espaços precisam ser conquistados aos poucos e no tempo de Deus. Creio que a música gospel vai chegar onde Deus quiser e no tempo dele, sempre para alcançar e salvar vidas. Esse deve ser sempre o maior objetivo!